A ORDEM NO SÉCULO XVI e XVII

27-08-2010 11:36

 

A ORDEM NO SÉCULO XVI e XVII

 

1567-10-30 - O papa Leão X, em 1517, decretou a divisão da Ordem Franciscana em duas: a dos Frades Menores de Regular Observância e a dos Frades Menores Conventuais. A pedido do cardeal D. Henrique, então regente do reino, os conventuais foram suprimidos e integrados no outro ramo por Breve de Pio V de 30 de Outubro de 1567, executado no ano seguinte.

1568 (28 de Fevereiro) – “Entrando porém, no anno de 1589, por todas as suas casas a nossa vida Obseruante, passou esta de Guimarães pela fieira das outras. E não obstante appellar, a nosso ver por comprimento, em 28 de Feuereiro, o guardião frei Francisco de Moraes, a reformação se fez quietamente sem condição algüa, renunciando o conuëto as graças, priuilegios, & fóros, que não dizem bem co a pobreza serafica...” (História Seráfica, I, p. 175) e (FARIA - Efemérides, 1, 198)

1599 (12 de Julho) – “Das occasiões mais antigas sabemos isto por maior: da vltima [epidemia de peste] (& queira Deos, que o seja), do anno de 1599 achamos noticias mais claras. Abrazouase a villa, & ardia o conuento, no qual erão já fallecidos sinquo frades, & os outros cõfessores que ficauão, erão poucos a respeito de tanta necessidade. O que vendo frei Ioão de S. Ioseph, & todos os sacerdotes mancebos, nos quaes seruia o sangue da caridade christaam, pedirão, & alcançarão, em 12 do mez de Iulho licença do Arcebispo de Braga pera administrarem aos feridos todos os tres sacramëtos da penitencia, eucharistia, & vnção; & rompendo animosos pelas espadas da morte, assi na villa, como na casa da saude, que se chama «o monte», fizerão grandes marauilhas” (História Seráfica, I, p. 172).

1599 (28 de Agosto) – E como estes [os pobres e enfermos de peste] erão muitos, por outro assento de 28 de Agosto, feito no souto de Andre Vaz, freguezia de são Pedro de Poluoreira, [os vereadores] lhe mandarão entregar cada semana [a frei João de S. José] trinta alqueires de pão pera os pobres da villa, & cem alqueires com vinte rezes pera os outros do «monte». Tudo isto procuraua, & repartia este prouedor sollicito em quanto os cõpanheiros tratauão do mantimento das almas, & se algü em tão santo exercicio acabou a sua vida, grande premio të hoje recebido do Senhor” (História Seráfica, I, p. 172)

1608 - 24 de Maio - Trataram da recusa dos cónegos da Oliveira, que se opunham a ir em procissão buscar a Candeia do Espírito Santo ao mosteiro de S. Francisco. Por haver inconvenientes, dizia o procurador do Cabido, que não iriam a S. Francisco, mas sim a qualquer outro mosteiro ou parte. Os da governança acordaram que a Candeia se pusesse em S. Francisco, como é costume antigo, e que se os cónegos não a quisessem ir buscar, como são obrigados, se requeira por justiça e se escreva sobre este caso a Sua Majestade [BRAGA - Alberto Vieira - Administração…, p. 136]

1608 - 20 de Dezembro - Acordaram que porquanto amanhã era obrigação de fazer a procissão de S. Tomé pelo voto que se fez nesta câmara pelo alevantamento da bandeira da saúde e para a dita procissão mandaram recado ao Cabido, aos Cónegos e aos padres de S. Domingos que quiserem acompanhar a fazer a dita procissão, e por se escusarem e não quererem, acordaram que a dita procissão se fizesse amanhã, à tarde, e com os padres de S. Francisco desta vila, e que saia a procissão de S. Francisco [FARIA - João Lopes de - Vereações, II, fl. 45v]; [BRAGA - Alberto Vieira - Administração…, p. 137]

1609 - 07 de Janeiro - Acordaram que as pregações da vila, este ano de 1609, as entreguem os padres de S. Francisco e lhes dêem as esmolas costumadas [ AMAP- Vereações da Câmara, Livro nº 3 [M-1799], fl. 156v]; [FARIA - João Lopes de - Vereações, II, fl. 45v]; [FARIA - Efemérides, I, 19v]

1615 - Compra em que interveio o convento de S. Francisco [FARIA - Escrituras públicas vimaranenses, fl. 67]

1638 – Referência ao “celebre sermão pregado n’esta festa [do Pelote] no anno de 1638 pelo Guardião do convento de S. Francisco, Frei Luiz da Natividade, que com o titulo de “Retrato de Portugal Castelhano. Declamação ecclesiastica… sobre o pelote d’el-rei D. Joãi I de boa memoria, etc.; foi impresso em 1645 no volume “Divindade do Filho de Deus humanado”, pp. 431 a 441. ª, [Abade de Tagilde, in Guimarães e Santa Maria, Guimarães, 1904, p 136]

1644 - Obra da igreja do hospital de S. Francisco [FARIA - Escrituras públicas vimaranenses, fl. 126]

1656 (data da História Seráfica) – “Mas tornando aos dous [estabelecimentos para leprosos] de Guimarães, não sómëte se poderião chamar «casas de ordem» pela rezão que dissemos, mas tambë por causa da residencia, q nelles fazião os nossos Terceiros seculares da Ordë da penitencia, a quë nòs deixamos entregue este cuida-do. E era tanta no hospital de S. Andre a sua occupação, q alem da curarë os leprosos, dauão casa, em que morasse o «Tirador dos gafos», como elles lhe chamauão” (História Seráfica, I, p. 173)